Proposta de Nivaldo Albuquerque destina armas de fogo em desuso para museus


  Nivaldo: “O país deve valorizar e preservar o patrimônio histórico e cultural no campo da armaria.”


O líder do PTB na Câmara dos Deputados, Nivaldo Albuquerque (AL), apresentou um projeto de lei à Casa que destina armas de fogo obsoletas e sem uso a museus históricos públicos, organizações militares e policiais, acervos culturais ou colecionadores com o propósito de preservação da história cultural (PL 3524/21).

O parlamentar explica que a proposta altera o Estatuto do Desarmamento e o processo de destinação de armas inutilizáveis. Hoje, armas de fogo apreendidas e julgadas sem serventia são enviadas às instituições federais responsáveis pela sua destruição. Com o projeto, antes desse procedimento, as instituições devem oferecer os equipamentos para fins históricos.

O texto ainda isenta de registro armas de fogo obsoletas e de valor histórico por se constituírem patrimônio nacional. Além disso, a proposta permite que, após comprovada a adoção de medida que inviabilize o funcionamento da arma, o objeto poderá ser utilizado em atividades folclóricas ou com finalidade decorativa.

“Não se pode deixar de registrar que o nosso País deva valorizar a cultura e preservar seu patrimônio histórico no campo da armaria”, afirma Nivaldo Albuquerque.

História

O deputado alagoano destaca que as armas estão presentes na vida do homem desde os primeiros momentos da história. “Os neandertais (homens das cavernas) já utilizavam pedras amoladas e amarradas a galhos de árvores para perfurar a pele dos animais durante as caçadas”, conta.

Com o passar do tempo e a descoberta do metal, principalmente do bronze, as armas humanas de pedra lascada e madeira deram lugar às armas feitas de aço, como as espadas, as facas, as lanças e os machados. Chegava, então, a era das chamadas armas básicas, ou armas brancas.

“Mas nenhuma outra invenção, antes das bombas de átomos e nêutrons, foi tão importante para o desenvolvimento bélico quanto a descoberta da pólvora pelos chineses. Três séculos depois surgiram as primeiras artilharias de canhões e os primeiros mosquetes. Mas a evolução das armas de fogo não parou por aí”, diz Nivaldo ao enfatizar a simbologia da arma na humanidade ao longo da história.

Reportagem — Carlos Augusto Xavier
Foto — Jotaric

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