Para Marcelo Moraes, voto impresso promove garantia e validade às eleições


   Marcelo Moraes: “Só com o voto impresso teremos a garantia de saber que o voto teve validade.”


A Proposta de Emenda à Constituição do voto impresso (PEC 135/19) pode ser votada na quinta-feira (5) na comissão especial formada para analisar a medida. Na opinião do vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Marcelo Moraes (PTB-RS), o projeto é um dos mais importantes da gestão do presidente Jair Bolsonaro. “É a garantia de que nós estaremos, no ano que vem, depositando o nosso voto sabendo que aquilo teve valor e peso”, diz.

“Nós aqui, além de estar exercendo a democracia, estamos lutando pela democracia. Essa discussão do voto impresso em Brasília garante com que o nosso voto tenha validade. O voto é a ferramenta mais forte da democracia. Somos nós quem depositamos o voto e a partir dele nós escolhemos os nossos governantes”, afirmou Marcelo Moraes em manifestação deste domingo em defesa da proposta.

De acordo com o parlamentar, além do Brasil, apenas outras duas nações usam urna eletrônica sem comprovante do voto impresso, Bangladesh e Butão. “A urna chegou ao Brasil há 20 anos. E aí eu pergunto a cada um de vocês, peguem os celulares de vocês e troquem por um celular de 20 anos atrás. Com certeza vai ter muito menos segurança, tecnologia e confiabilidade. É natural que a tecnologia vá avançando e modernizando-se. Por que não fazer isso com o nosso voto aqui no País?”, questiona Moraes.

Na prática

Marcelo Moraes aproveitou a oportunidade para explicar o funcionamento do voto impresso, se for aprovado. “O eleitor escolhe os seus candidatos, vai ser gerado um papel – um extrato do seu voto – que vai ficar atrás de um plástico, de algum acrílico, de algo transparente, o eleitor confere, confirma e aquele papel cai dentro da urna para poder bater o voto que está na urna com o voto que está no sistema”, esclarece.

Ataques cibernéticos

O deputado recorda que, em maio deste ano, um hacker – pessoa com conhecimento profundo de informática e computação, desenvolvendo e modificando softwares e hardwares de computadores – invadiu o sistema do Supremo Tribunal Federal (STF).

E em novembro de 2020, foi o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, nas palavras de Moraes, mesmo com computadores modernos e atualizados, sofreu com um ataque e acesso a dados sigilosos. “Vocês têm dúvida de que é muito fácil para esses hackers entrarem nas urnas e moldarem algo diferente do que nós votamos?”, pergunta.

Reportagem – Carlos Augusto Xavier
Foto – Reprodução/Facebook Marcelo Moraes
 

Comentários

Não existem comentários

Postar um comentário

  • ©2021 PTB na Câmara. Todos os direitos reservados.