Para Emanuel, é preciso dar mais atenção a violência contra e mulher durante a pandemia

Escrito 28/06/2021, 17:30
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    Emanuel Pinheiro Neto: “Brasil é o 5º no ranking de feminicídio e de violência contra a mulher”.


Dados do Datafolha para o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam que uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência durante a pandemia de Covid-19 no Brasil. Para o deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT), agora é um momento crucial para que o Parlamento promova ações e projetos que possam proteger a vida das mulheres brasileiras.

O parlamentar explica que o Congresso Nacional está sensibilizado em prol da defesa da integridade física, psicológica e moral das mulheres, principalmente durante o momento de crise sanitária causada pelo novo coronavírus, em que agressores e companheiras tiveram maior convivência domiciliar devido às determinações de isolamento social.

“O Brasil já está no 5º lugar do mundo no ranking de feminicídio e de violência contra a mulher. A aprovação na Comissão da Mulher e nas demais Comissões, seguida do Plenário, de projetos que elevam a penalidade e que garantem a segurança e a prevenção da violência contra a mulher são sem dúvidas medidas importantíssimas pra diminuição desse índice alarmante”, afirma.

Legislação

O deputado ressalta a recente aprovação de um projeto de lei, agora a Lei 14.164/21, que inclui a prevenção à violência contra a mulher no currículo escolar e institui a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher. A proposta foi apresentada à Câmara dos Deputados em 2019, quando o parlamentar integrava a Comissão da Mulher.

“Assim, a gente não atua somente de forma repressiva, punindo, mas também de forma preventiva, garantindo uma conscientização do jovem brasileiro. Assim sendo, quando ele se tornar um adulto, será uma pessoa responsável e com visão social no tratamento com a mulher brasileira”, reforça.

Violência

Ainda segundo as pesquisas do Datafolha, na comparação com os dados da última pesquisa, em 2020 houve aumento do número de agressões em casa, que passaram de 42% para 48,8%. Além disso, diminuíram as agressões na rua, que passaram de 29% para 19%. E cresceu a participação de companheiros, namorados e ex-parceiros nas agressões.

Outra informação observada pelos pesquisadores é de que o "vizinho", que em 2019 ficou em segundo lugar como autor das agressões (21%), agora sumiu das respostas. Ou seja, pessoas da família, como o pai, a mãe, o irmão, o padrasto ou o filho, são os principais agressores identificados.

A terceira edição da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil" ouviu 2.079 mulheres acima de 16 anos em 130 municípios do país. Dentre as formas de violência sofrida, 18,6% responderam que foram ofendidas verbalmente, 6,3% sofreram tapas, chutes ou empurrões, 5,4% passaram por algum tipo de ofensa sexual ou tentativa forçada de relação, 3,1% foram ameaçadas com faca ou arma de fogo e 2,4% foram espancadas.

Os estudos também mostram que a violência é maior entre jovens de 16 a 24 anos, negras (pretas e pardas) e separadas ou divorciadas.

Como denunciar?
  • Disque 100
  • Ligue 180
  • Mensagem pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008
  • Telegram, no canal "Direitoshumanosbrasilbot"
  • Site da Ouvidoria do Ministério
  • Aplicativo "Direitos Humanos Brasil" (para iOs e Android)

Reportagem – Carlos Augusto Xavier
Foto – Jotaric

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