Eduardo Costa sugere oficinas para fortalecer ações de controle de câncer no SUS


       Eduardo Costa: “Novas capacitações tendem a melhorar o desempenho dos profissionais.”


Acompanhado do Grupo de Trabalho “Desafios da Oncologia no Brasil” da Comissão da Seguridade Social e Família (CSSF), o deputado Eduardo Costa (PTB-PA) solicitou ao governo federal a criação de oficinas para aperfeiçoar as ações de controle de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como o câncer de mama e do colo do útero.

Na indicação 216/2021, encaminhada ao Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o parlamentar sugere novas oficinas e capacitações, ou mais uma etapa de treinamento dos gestores locais, para garantir o fortalecimento do acesso às ações integradas para rastreamento, detecção precoce e controle do câncer no SUS.

“O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, com mais de 65 mil casos novos anualmente. É a maior causa de morte por câncer entre as brasileiras, além de provocar, frequentemente, sequelas físicas e emocionais”, explica Eduardo ao enfatizar a importância das ações que devem ser tomadas.

Pandemia

O deputado paraense ressalta que, com a pandemia causada pelo novo coronavírus, houve um impacto negativo na realização de procedimentos e ações de rastreamento de câncer de mama e do colo do útero. Sendo assim, para ele, tornou-se necessários aos gestores públicos uma análise criteriosa para o rastreamento.

Entenda

Em 22 de dezembro de 2020, o Ministério da Saúde publicou a Portaria GM/MS nº 3.712, a qual se caracteriza como uma medida estratégica para fortalecer o acesso às ações de prevenção, detecção precoce e controle de câncer durante a pandemia, no SUS.

Neste ano, com o intuito de auxiliar nas medidas estratégicas e nas ações voltadas ao amplo enfrentamento do câncer, a Câmara dos Deputados, no âmbito da Comissão da Seguridade Social e Família, criou o Grupo de Trabalho “Desafios da Oncologia no Brasil”.

No dia 28 de maio deste ano, o GT realizou uma audiência pública na Casa com o tema “A jornada de pacientes com câncer de mama e perspectivas da patologia”, que originou a indicação 216/2021 enviada ao MS. Na ocasião, os convidados especialistas alertaram para a necessidade de realizar mais eventos para os novos treinamentos das equipes de saúde distribuídas pelo Brasil.

“Entendemos que tais alertas e recomendações são relevantes e contribuem para o aperfeiçoamento das ações de execução prevista na citada portaria, destacando-se que, em muitos lugares do nosso país, os procedimentos de busca e acompanhamento da doença ainda não são realizados ou são de modo insatisfatório, sendo que novas capacitações tendem a melhorar o desempenho dos profissionais que irão encarar essas novas funções”, defende Eduardo Costa.

Reportagem – Carlos Augusto Xavier
Foto – Jotaric

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