Nivaldo propõe criação da campanha Março Roxo para prevenção da doença diverticular


   Nivaldo: “Queremos possibilitar a todos o indicativo de avaliação médica para prevenir a doença.”


Está em análise na Câmara dos Deputados o projeto de lei do deputado Nivaldo Albuquerque (PTB-AL) que cria, no calendário de ações médicas do Ministério da Saúde, a campanha Março Roxo, para alertar a população de todo o País sobre a prevenção e o tratamento da doença diverticular (PL 471/20).

Essa doença é caracterizada, principalmente, por bolsas e cistos pequenos e salientes da parede interna do intestino (divertículos) que ficam inflamados ou infectados. Apesar de os divertículos poderem ser formados em qualquer parte do aparelho digestivo, como esôfago, estômago e intestino delgado, são mais comumente encontrados no intestino grosso.

Faixa etária

A presença de divertículos no corpo é bastante comum, principalmente após os 40 anos de idade, por isso o projeto de lei determina que a campanha deverá visar principalmente os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), da rede privada de hospitais e de planos de saúde acima dessa faixa etária.

“Geralmente, não há sintomas, a menos que os divertículos inflamem ou sejam infectados (diverticulite), o que pode resultar em febre e dor abdominal. Por isso mesmo, tornam-se tão importantes o diagnóstico precoce e a prevenção de quadros mais graves”, afirma Nivaldo Albuquerque, ao justificar a necessidade de realização de uma campanha nacional.

Sintomas

De acordo com o site do médico Dráuzio Varela, em grande parte dos casos, diverticulose é uma doença assintomática, que passa despercebida e só é diagnosticada em uma investigação eventual.
Quando os sintomas aparecem, são queixas inespecíficas de desconforto abdominal, mais do lado esquerdo, prisão de ventre e alterações dos hábitos intestinais.

A diverticulite aguda é um sinal de complicação nos divertículos. Dependendo da gravidade do quadro, os sintomas mais importantes são dor abaixo do umbigo, que se desloca para o quadrante inferior esquerdo do abdômen; prisão de ventre (constipação); diarreia; sangue nas fezes; dificuldade para urinar; febre; náuseas e vômitos; fístulas e sangramentos.

Causas

Entre as causas de diverticulose, o deputado Nivaldo Albuquerque destaca o envelhecimento e a consequente perda de elasticidade da musculatura intestinal; uma dieta alimentar pobre em fibras; o aumento da pressão no interior do cólon e uma predisposição genética.

“Queremos possibilitar a toda a população brasileira o acesso à informação e o indicativo de avaliação médica para a prevenção da doença diverticular, que, se não descoberta e tratada, poderá evoluir negativamente causando, inclusive, em casos mais graves, o óbito”, conclui.
 
Reportagem – Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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