Paulo Bengtson apoia criação de conselho para desenvolvimento da Amazônia


       Paulo Bengtson: “Falo com autoridade e sem medo: todo mundo está de olho na Amazônia.”


O deputado Paulo Bengtson (PTB-PA) manifestou apoio à decisão do presidente Jair Bolsonaro de reinstalar o Conselho da Amazônia e de criar a Força Nacional Ambiental. As medidas serão coordenadas pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que se reuniu, nesta semana, com integrantes da Frente Parlamentar da Agricultura para debater pontos da criação do conselho e do desenvolvimento da região amazônica.
 
No dia 21 de janeiro último, Bolsonaro informou, por meio de uma rede social, a criação do conselho e da força tarefa. Nesta semana, ele assinou decreto que institui o Conselho Nacional da Amazônia, além de também transferir o colegiado do Ministério do Meio Ambiente, antiga pasta que cuidava do assunto, para a Vice-presidência.
 
Paulo Bengtson acredita que é importante intensificar as ações na Amazônia, principalmente para a proteção nacional, dos recursos naturais e dos moradores da região, visto, segundo ele, vários países mantêm interesses na região.
 
“Falo com autoridade e sem medo: todo mundo está de olho na Amazônia. As pessoas não estão preocupadas com o amazônida, nem com a floresta, mas sim com o que está no subsolo. Então, a gente precisa marcar mais presença, trazer políticas públicas para a população”, afirma.
 
Passado
 
O parlamentar também recorda que, apesar de o assunto estar sendo destaque nos últimos dias na imprensa, o Brasil possui um histórico de ações do poder público na Amazônia.
 
“Lembro-me de uma frase dos anos 70, do início da colonização amazônica: ‘Integrar para não entregar’. Com esse lema militar, foram criados e implementados projetos, como o Calha Norte e o Jari, para que a Amazônia não se perdesse nas mãos de outros países ou de outras pessoas, com fins que não fossem tão bons”, afirma.
 
Pressão internacional
 
Na opinião de Paulo Bengtson, a criação do conselho não tem relação com possíveis pressões internacionais, já que, há anos, o País busca criar uma polícia ambiental, assim como formar brigadistas para o controle de incêndios florestais.
 
“Isso não é novidade, porém nunca foi implementado de verdade. Agora sei que vai, de fato, haver treinamento das polícias ambientais de cada estado e que vão fazer parte de um grande corpo”, diz.
 
Desenvolvimento
 
Na visão do deputado, é fundamental que sejam realizadas ações públicas para o desenvolvimento regional, para que a preservação do meio ambiente, de fato, possa acontecer. Segundo Paulo Bengtson, a região possui 22 milhões de habitantes, mas ainda é uma área demograficamente pequena, devido à sua grande extensão territorial e poucos moradores.
 
“Um dos pontos que mais toquei na minha conversa com o vice-presidente Mourão foi sobre um desenvolvimento que realmente ocorra. Uma das ações citei foi a eclusa da Usina Elétrica de Tucuruí e a derrocada do Rio Lourenço, que é um trecho de pedras que precisa ser retirado para que o rio se torne completamente navegável. Dessa forma, vamos trazer a soja do Mato Grosso, barateando o custo de transporte, economizando tempo e dinheiro, e desenvolvendo a região”, exemplifica.
 
Indígenas
 
O parlamentar também reforçou a necessidade de proteção do maior bem da Amazônia: o amazônida, o morador da região. Ele cita os indígenas, que também precisam de ações que garantam a proteção das terras e da sobrevivência.
 
“Vamos cuidar dos índios que ali habitam, por meio da questão fundiária, da regularização das terras, da demarcação da terra indígena e da demarcação de florestas nacionais. É um projeto grandioso para toda a área, que vai demandar bastante tempo. Então, não será implementado de imediato, pois requer muito estudo”, diz.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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