Wilson Santiago apoia posse de armas para quem mora em propriedades rurais

Escrito 17/06/2019, 20:54
Por Renata
Categoria destaque

   Wilson: “Posse de arma para quem mora no campo é forma de dar segurança à propriedade rural.”


O deputado Wilson Santiago (PTB-PB) classificou como positiva a posse de armas para pessoas que moram no campo, enquanto que, para os cidadãos em geral, declarou ser necessário manter um controle mais duro da possibilidade de adquirirem armamentos.
 
O parlamentar integra a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que receberá, nesta terça-feira (18), às 14 horas, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para falar sobre o decreto que flexibiliza o porte de armas.
 
“Entendo que a posse de arma, para quem mora no campo e quem reside na sua propriedade, deve existir. É uma forma de dar segurança ao proprietário e ao trabalhador rural, em decorrência da insegurança que existe, do conhecimento de todos, em toda a zona rural deste País”, avalia Wilson Santiago.
 
Por outro lado, na opinião do deputado, a utilização de armas pela população em geral contribui para aumentar a violência.
 
“Por que contribui? Porque muita gente passa a usar a arma sem a autorização legal, e também de forma até indevida e desnecessária. E o cidadão, quando porta uma arma, automaticamente, passa a se sentir mais corajoso. Isso é natural da própria natureza humana”, pondera.
 
Polêmica
 
O parlamentar lembra que, desde o começo, o decreto sobre o porte de armas assinado pelo presidente Jair Bolsonaro tem gerado bastante polêmica e repercussão. Por isso, segundo ele, é importante discutir e debater todos os pontos do texto, para definir, da melhor forma, quem deve e quem não deve ter o porte de armas.
 
“Existe, no próprio decreto, alguns artigos que entendemos serem exagerados. Por exemplo, aquela questão do uso do fuzil. Tanto é verdade que o próprio governo já desconsiderou esse ponto. Sobre outros aspectos, as opiniões são divididas por integrantes da comissão e pela própria sociedade”, diz.
 
A possibilidade de civis comprarem fuzis, prevista no primeiro decreto, o 9.785/19, foi muito criticada, inclusive no Supremo Tribunal Federal, o que levou o presidente Bolsonaro editar novo decreto (9.797/19) vetando essa parte.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

Comentários

Não existem comentários

Postar um comentário

  • ©2019 PTB na Câmara. Todos os direitos reservados.