Educação brasileira precisa do Fundeb para sobreviver, defende Luísa Canziani


    Luísa Canziani elenca outros desafios: novo ensino médio, BNCC e defesa da educação infantil.


É preciso aprovar um novo Fundeb, caso contrário, os municípios brasileiros ficarão sem recursos para a educação básica. Essa é a opinião da deputada Luísa Canziani (PTB-PR), que defende a proposta que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb).
 
Esse fundo foi criado em 2006 para vigorar só até 2020. O objetivo dele é utilizar recursos do governo federal, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para financiar a educação básica no País – que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio –, incluindo também a remuneração de professores.
 
A parlamentar integra tanto a Comissão de Educação da Câmara, quanto a comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/15, que torna o Fundeb permanente, além de permitir que ele receba royalties provenientes da exploração de petróleo e gás natural no Brasil.
 
“Na questão do Fundeb, temos algumas propostas encaminhadas na comissão especial, que tem como relatora a deputada Professora Dorinha (DEM-TO). Além de tornar o fundo permanente, é preciso dar mais recursos para quem tem mais desafios. A Comissão de Educação também tem se articulado para a gente conseguir, assim que for aprovada a reforma da Previdência, focar as atenções do Parlamento no Fundeb”, explica.
 
Educação
 
A educação é uma das principais áreas de atuação de Luísa Canziani, que elenca uma série de desafios para o setor. Além do Fundeb, ela cita a implementação do novo ensino médio, a defesa do ensino superior e do ensino na primeira infância.
 
“A educação é a área prioritária. E eu, como defensora dela, tenho, mais que o compromisso, o dever de preservar, além do ensino superior, principalmente, a educação básica. Tenho um grande entusiasmo com a primeira infância, do zero aos seis anos, período em que ocorre todo o desenvolvimento humano”, declara.
 
BNCC
 
De acordo com a parlamentar, o desenvolvimento humano nas primeiras séries é muito importante, portanto, é necessário focar atenções nessa etapa do ensino, assim como na construção de uma sólida Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
 
“A BNCC foi uma conquista histórica para o nosso País. A gente não tinha uma diretriz do que os nossos alunos deveriam aprender em determinada série, e a base vai trazer isso. A gente precisa, agora, efetivar a base. Inclusive, faço parte de uma comissão externa que fiscaliza os trabalhos no Ministério da Educação e coordeno justamente a questão da BNCC, sobre como o MEC está caminhando nesse sentido”, conta Luísa.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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