Paulo Bengtson: só profissional de segurança deve ter porte de arma; cidadão pode ter posse


 Paulo: “Sou a favor do registro e posse para que a pessoa tenha direito de se defender na sua casa.”


O deputado Paulo Bengtson (PTB-PA) manifestou-se contrário ao decreto assinado na quarta-feira (8) pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza as regras para o porte de armas. Segundo o parlamentar, o porte deveria ser permitido apenas para profissionais da área de segurança.
 
O decreto autoriza o livre trânsito com armas para caçadores, colecionadores, atiradores e diversas categorias profissionais, como advogados, jornalistas especializados em coberturas policiais, caminhoneiros, agentes de trânsito e políticos eleitos, entre outros.
 
“Vendo o que a gente vê nos parlamentos, sejam eles maiores ou menores, acho que muitos não passariam nem no exame psicotécnico para poder ter esse porte de arma. Vendo aqui na Câmara mesmo, muitos não seriam aprovados nem no teste psicotécnico. Então, a gente tem que ter preocupação com isso. Não é porque a pessoa é um advogado, um político ou um jornalista, que está acima de qualquer coisa, acima da lei ou de outras pessoas”, exemplifica.
 
Posse
 
Por outro lado, Paulo Bengtson apoia a posse de armas para que o cidadão comum possa se defender de situações de violência – desde que dentro de sua casa ou de sua propriedade rural.
 
“Sou a favor do registro e posse para que a pessoa tenha, na sua casa, o direito de se defender. É óbvio que o Estado não tem como garantir a segurança individual da população. Então, cada um podendo proteger seu lar, com toda certeza, isso seria bom”, avalia.
 
O decreto também amplia porte de armas para proprietários rurais, quebra o monopólio da importação de armas no Brasil e aumenta a permissão de compra de munição pelas pessoas autorizadas.
 
EUA
 
O deputado ressalta que o Brasil não tem uma cultura armamentista, portanto, falta uma conscientização social e mental para que as pessoas, no geral, portem armas de fogo.
 
Ele cita o caso dos Estados Unidos, onde é comum ver cidadãos andarem andando com armas pelas ruas de alguns estados, como o Texas.
 
“Porém, eles sabem como utilizar a arma e sabem, sob pena da lei, que se a utilizarem de forma errada, podem ser punidos”, argumenta.
 
Violência
 
Paulo Bengtson não acredita que o decreto diminuirá a violência no Brasil. Para ele, é mais importante e eficaz o governo dar oportunidades para a população e investir nas crianças e nos jovens.
 
“Acredito que muito daquilo que a gente vive hoje, de coisas ruins no País, é porque as pessoas não tiveram oportunidade de uma vida melhor”, defende. 
 
Previdência
 
Para o deputado, neste momento, o governo brasileiro deveria se preocupar com outras questões mais emergências no País.
 
“Para que discutir uma matéria como essa agora, quando a gente está discutindo aqui na Casa uma reforma da Previdência, que mexe com 100% da população?”, questiona.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita, sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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