Paulo Bengtson cobra fiscalização e manutenção imediatas de barragens de rejeitos


   Paulo Bengtson: “No Pará, existem algumas represas as quais ninguém sabe a quem pertencem.”


Ao destacar que as barragens de rejeitos de minérios mal construídas no Brasil representam um perigo para a sociedade, o deputado Paulo Bengtson (PTB-PA) afirmou que não se pode mais esperar para fiscalizar e fazer a manutenção desses sistemas de contenção.

“Não podemos jamais deixar isso para depois. Tem que ter a verificação, tem que refazer aquelas que estão com problema, tem que haver multa, tem que mudar, porque se não mudar agora, não muda mais. Esse é o tempo e essa é a hora”, destacou.

Na sexta-feira (29), mais duas barragens se romperam no distrito de Novo Oriente, em Machadinho D'Oeste (RO). Os rompimentos causaram danos ambientais e deixaram centenas de pessoas isoladas em áreas atingidas pelos rejeitos. Essa tragédia se junta às de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.  As três cidades brasileiras compartilham uma triste realidade: o rompimento de barragens.

Pará

No Brasil, existem várias barragens em situação de atenção ou em risco, que podem provocar graves danos à fauna e a flora. Um dos estados que mais possui barragens é o Pará, classificado como a segunda unidade da federação com o maior número de barragens de minério com alto dano potencial, ficando atrás apenas de Minas Gerais.

“No Pará, temos várias represas, grandes, pequenas, algumas que ninguém sabe a quem pertencem – são órfãs, como foi bem-dito. E já estamos enfrentando problemas. No município de Barcarena, por exemplo, já houve um transbordamento da mineradora Hydro, contaminando os rios da região, e não estamos conseguindo tomar providências”, avalia Paulo Bengtson.

Contaminação

O deputado, que é formado em Medicina Veterinária, alerta que o meio ambiente e as pessoas estão sendo contaminadas por esses rompimentos. Ele recorda a época em que trabalhava como veterinário.

“Ainda exercendo a profissão, fazendo alguns estudos de campo em áreas onde havia mineradoras ou fábricas de cimento, pegávamos alguns animais e víamos as vísceras completamente destruídas por dentro do animal por canta de contaminação. E o ser humano? Esses detritos, com o tempo, vão trazer problemas de saúde, dar câncer, trazer problemas de pele, problemas em geral, fora o problema ambiental, que tem sido permanente”, relata o parlamentar.
 
Reportagem – Carlos Augusto Xavier, com a colaboração de Regina Mesquita e sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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