Dziedricki: é preciso cobrar serviço de qualidade das empresas de transporte público


       Dziedricki: “O transporte coletivo precisa ter uma discussão mais acentuada para qualificá-lo.”


O deputado Maurício Dziedricki (PTB-RS) avalia que, para melhorar a mobilidade urbana, não são necessárias apenas novas obras, mas, principalmente, cobrar maior qualidade das empresas de transporte público que já estão em operação.
 
O parlamentar integra a comissão especial da Câmara dos Deputados que vai analisar o projeto de lei que define diretrizes para a execução da política metropolitana de mobilidade e cria o Sistema de Informações e Planejamento dos Transportes Metropolitanos (PL 4881/12).
 
“Aqui no Brasil, em especial, enquanto não tivermos transporte público com qualidade, com segurança, com tarifa justa, não adianta tentarmos construir canais de incentivo para levar o passageiro para dentro desses veículos. Nós temos que qualificar e essa, talvez, seja a regra daquilo que a gente busque junto a essa comissão: fazer com que todos aqueles que têm a permissão do governo para prestar o serviço de transporte público façam-no com qualidade”, ressalta.
 
Planejamento
 
Segundo Maurício Dziedricki, a Câmara dos Deputados precisa liderar o processo para a transformação da mobilidade urbana das cidades brasileiras, com planejamento bem feito e com adoção de ideias e projetos em parceria com a iniciativa privada.
 
“Com o plano de trabalho definido, a comissão deverá projetar e incutir, na ideia dos gestores, uma melhor qualificação no planejamento urbano e crescimento das cidades. Além disso, não devemos ter preconceitos com os diversos modais de transporte, sejam eles carro, moto, bicicleta, patinete. O transporte coletivo precisa ter uma discussão mais acentuada para qualificá-lo e fazer com que tenhamos melhoria efetiva na mobilidade urbana do País”, pondera.
 
Viação e Transporte
 
O PL 4881/12, que trata da política de mobilidade urbana, já foi aprovado, em 2016, pela Comissão de Viação e Transportes. Porém, em março, a Mesa Diretora da Câmara determinou a criação de uma comissão especial para analisar a proposta.
 
O texto aprovado exige que os planos de mobilidade urbana contenham plano de contingência em serviços de transporte público coletivo, para solucionar ou diminuir problemas incidentais que possam afetar a mobilidade urbana.
 
O relatório também garante que, na licitação para o serviço de transporte público coletivo, sejam observadas as diretrizes sobre mobilidade previstas no plano metropolitano feito pelas prefeituras.
 
Reportagem – Renata Tôrres, com a colaboração de Regina Mesquita
Foto – Jotaric

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