Policiais precisam de tratamento diferenciado na Reforma da Previdência, diz Emanuel


  Emanuel: “Temos que respeitar profissionais da segurança pública e tratá-los de maneira especial.”


Aproximadamente 13% dos policiais do Brasil são afastados, a cada ano, para tratamento de saúde; 54% do efetivo policial sofre de doenças osteomusculares e 36% de doenças mentais e comportamentais, em decorrência do exercício da sua função.

Ao divulgar esses dados, o deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT) cobrou uma atenção especial para os policias militares, civis, rodoviários e federais na reforma da Previdência.

“Não é justo que se dê um tratamento igual aos desiguais, não é justo que se desrespeite nesta Casa, fundadora da Constituição Cidadã de 1988, o princípio da isonomia. Temos que respeitar esses profissionais e saber tratá-los de maneira especial. Precisamos fortalecer a polícia, qualquer que seja o ramo de sua atuação”, declarou o parlamentar.

Pacote anticrime

Ao lembrar que o governo federal apresentou recentemente um pacote anticrime, que trata do combate constante à violência, inclusive a doméstica, Emanuel Pinheiro Neto reforçou a necessidade de valorização dos agentes responsáveis pela proteção dos cidadãos.

“Quero propor, juntamente aos deputados do PTB, especialmente aos que participarem da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e da comissão especial que vai tratar da reforma da Previdência, que tenhamos uma atenção especial para os policias”, disse.

Questão fiscal

O parlamentar ainda afirmou que a reforma da Previdência não é uma questão ideológica, mas sim fiscal e contábil. Ele ressaltou que há um déficit anual de R$ 300 bilhões. Segundo o deputado, o orçamento da Previdência consome R$ 700 bilhões ao ano, o que corresponde a mais de 50% da receita líquida do governo federal.

“Se associarmos a isso a despesa financeira, os juros e a rolagem da dívida pública, sobra um orçamento ínfimo para todo o resto — educação, segurança pública, saneamento básico, regularização fundiária e outras pastas que interessam a toda a nossa gente”, complementou.

Aposentadoria rural

Emanuel Pinheiro Neto ainda declarou que, apesar de a reforma da Previdência ser necessária, alguns pontos do texto enviado pelo governo precisam ser modificados, principalmente os que dizem respeito ao Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC), à aposentadoria rural e aos servidores públicos “que, mesmo após sua aposentadoria, continuam contribuindo [com a Previdência Social]”.
 
Reportagem – Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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