Pedro Augusto homenageia 175 anos de nascimento do Padre Cícero no Plenário


 Pedro Augusto: “Padre Cícero é referência de líder político, mas acima de tudo, de pessoa caridosa.”


O deputado Pedro Augusto Bezerra (PTB-CE) registrou, no Plenário da Câmara dos Deputados, os 175 anos de nascimento de Cícero Romão Batista, popularmente conhecido como Padre Cícero – que nasceu em 24 de março de 1844.

“Eu, que sou de Juazeiro do Norte, da região do Cariri, juntamente com o colega deputado Nivaldo Albuquerque (PTB), que é alagoano, testemunhamos anualmente os milhares de romeiros que visitam nossa cidade para fazer suas homenagens. Padre Cícero é um homem continuamente lembrado por sua religiosidade, mas cuja figura histórica e liderança política se destacam ainda mais naquela região”, contou o parlamentar.

Pedro Augusto também ressaltou que o Padre Cícero é, ainda hoje, uma referência de liderança política, mas, acima de tudo, de pessoa caridosa, que sempre acolheu os humildes e sempre esteve de braços abertos às pessoas.

Biografia

Cícero Romão Batista nasceu na humilde casa de número 157 da Rua Grande, hoje Rua Miguel Limaverde, no Centro de Crato (CE). Era o segundo filho do casal de agricultores Joaquim Romão Batista e Joaquina Vicência Romana.

Oriundo de uma família pobre do sertão cearense, ele foi criado entre duas irmãs: “Mariquinha” e Angélica. Ainda jovem, com 18 anos, viu seu pai morrer vitimado por uma epidemia de cólera e, 16 anos após, a morte da irmã Angélica. Nessa época, já era o Padre Cícero Romão que acompanhava a recomendação do corpo da mana mais velha.

Ele começou a sentir sua vocação para o sacerdócio após ter lido sobre a vida de São Francisco de Sales, fazendo voto de castidade ainda aos doze anos.

O ingresso no Seminário da Prainha, em Fortaleza, ocorreu quando tinha 21 anos de idade e, cinco anos após, já estava sendo ordenado. Padre Cícero retornou ao Crato no ano seguinte, mas sua identidade maior foi com o vilarejo denominado “Joazeiro”, pertencente àquele município.

Evangelizador

Daí em diante tornou-se o evangelizador e líder espiritual da comunidade, que passou a respeitá-lo. Faltavam apenas 18 dias para o sacerdote completar 45 anos quando um fato despertou a atenção de todos. Após consagrar a hóstia e pôr na boca da beata Maria de Araújo, viu a mesma transformar-se em sangue.

Segundo historiadores, a notícia correu e passou a atrair fiéis de todos os lugares. Enquanto a localidade ia se transformando num centro de romarias, Padre Cícero era suspenso das ordens.

Muitas foram as versões para os fatos ainda hoje objeto de estudos. As peregrinações tiveram continuidade e até cresceram após a morte do “Padim”. Hoje, Juazeiro do Norte acolhe cerca de 2,5 milhões de romeiros por ano.
 
Reportagem – Renata Tôrres, com informações da Prefeitura de Juazeiro do Norte
Foto – Jotaric

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