Pedro Augusto discorda de mudanças no BPC e na aposentadoria de professores e policiais


 Pedro Augusto: "Não concordo com vários pontos da reforma. Pretendo levar sugestões ao governo.”


O deputado Pedro Augusto Bezerra (PTB-CE) afirmou que vai trabalhar, na Câmara dos Deputados, para mudar alguns pontos da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro. Ele citou, de forma específica, o Benefício Assistencial de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural e de professores.

“As pessoas estão preocupadas, achando que esse projeto já é o definitivo e que já iria para votação. Fiquem tranquilos, porque ainda existe muito o que ser discutido. Da minha parte, existem vários pontos dos quais discordo e pretendo levar ao governo sugestões para que sejam solucionados”, declarou o parlamentar.

BPC

A proposta do governo prevê a desvinculação do BPC do valor do salário mínimo, hoje em R$ 998 mensais. A medida não atinge pessoas com deficiência, que continuarão a receber o salário mínimo.

O texto prevê o pagamento do benefício conforme a idade da pessoa em condição de miserabilidade. Aos 60 anos, o valor proposto é R$ 400; aos 70, um salário mínimo. Atualmente, o idoso em condição de miserabilidade recebe um salário mínimo a partir dos 65 anos.

Aposentadoria rural

A proposta do Executivo pretende aumentar a idade para aposentadoria das mulheres no campo, dos atuais 55 para 60 anos, igualando com o mínimo exigido hoje dos homens.

Além disso, quer elevar o tempo de contribuição de 15 para 20 anos para ambos os sexos e prevê que, até a elaboração de norma futura, a contribuição mínima por grupo familiar seja de R$ 600 anuais.

“Vamos cobrar mudanças no BPC e em relação aos trabalhadores rurais. Também não podemos deixar de pensar nas professoras, e estou me referindo em particular às mulheres que ensinam. Muitas delas têm jornada tripla, inclusive. Claro que isso diz respeito aos professores de modo geral, porque considero, hoje, uma profissão de risco. Também não vamos esquecer de modo algum os profissionais de segurança, sejam eles os de enfrentamento ou socioeducativos”, ressaltou Pedro Augusto.
 
Reportagem – Renata Tôrres, com a colaboração de Regina Mesquita
Foto – Jotaric

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