Suspensão de registro de defensivos foi errada e fora de hora, diz Bengtson


                         Josué Bengtson: "Sem usar defensivo, não tem colheita"        


O deputado Josué Bengtson (PTB-PA), comemorou a decisão do juiz do desembargador Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que derrubou no dia 3 de setembro, a liminar que suspendeu o registro de produtos à base das substâncias glifosato, thiram e abamectina no Brasil. 

Essas substâncias são usadas em defensivos agrícolas para combater pragas na lavoura. “Eu quero festejar o TRF1 que agiu certíssimo em cassar a liminar que era totalmente errada, fora de hora e para um defensivo que já existe no Brasil”, disse Bengtson.

A Justiça determinou no último dia 3 de agosto, a suspensão por 30 dias do registro de todos os produtos que utilizam o glifosato e outras substâncias até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluísse os procedimentos de reavaliação toxicológica. Há dez anos, a Anvisa avalia se o glifosato representa risco à saúde e se pode causar câncer.

O deputado explica que houve grande apreensão no setor agrícola com a suspensão de registros para defensivos, principalmente os que são à base de glifosato.

“Se não pudesse mais ser usado, o que nós iríamos ter? A safra do próximo ano ia ser reduzida e quem sabe em 2020, com a proliferação das pragas, nós não teríamos o que exportar de alimento. Se não usar defensivo, não tem colheita”, ponderou.

Para Bengtson, está claro que há fortes interesses internacionais em jogo quando se questiona o uso de um defensivo agrícola como o glifosato, utilizado em dezenas de países e há décadas aplicado com segurança aqui no Brasil.

“A quem interessa que o Brasil diminua a sua produção? Se o nosso produto não tivesse qualidade, a China, os Estados Unidos e outros países onde as leis são rigorosíssimas, estariam comprando alimentos daqui?”, questiona.

Reportagem – Claudia Brasil, com a colaboração de Regina Mesquita
Foto -  Jotaric
 

Comentários

Não existem comentários

Postagem de comentários após três meses foi desabilitado.
  • ©2018 PTB na Câmara. Todos os direitos reservados.