Josué Bengtson afirma que cerrado ainda é pouco explorado para a agricultura


               Bengtson: "Hoje o cerrado não é nem 12% explorado para o plantio de grãos".


No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado na última terça-feira (5), o deputado Josué Bengtson (PTB-PA) criticou o ativismo seletivo de alguns ambientalistas, principalmente ligados a organizações não governamentais.

Durante o seminário “Estratégia nacional para o cerrado brasileiro”, o representante do WWF Brasil disse que metade da área do cerrado já é voltada para a produção agropecuária em larga escala. E afirmou que atualmente, 50% da soja, da cana e do milho e 94% do algodão do Brasil são produzidos no cerrado.

Mas Josué Bengtson discorda. Ele afirma que “hoje o cerrado não é nem 12% explorado para o plantio de grãos”.

Para o parlamentar, se o cerrado for ocupado “dentro do que é permitido por lei, garantindo as reservas e tudo o que o Código Florestal estabeleceu, vai ser o maior celeiro de produção de grãos do mundo”.

Alguns ambientalistas acreditam que transformar esta área numa grande produtora de grãos pode ser um problema. A Fundação Mais Cerrado questiona se o Brasil precisa alimentar o mundo, sacrificando um bioma como o cerrado para produzir alimento para gado e porcos.

O deputado critica as ações seletivas de ambientalistas e organizações não governamentais que, segundo ele, só se preocupam com lugares que já estão dando certo.

“Eles não vão ao Nordeste apresentando projetos pra melhorar a vida do nordestino. Agora, você falou de lugar que está dando certo como a Amazônia e o Centro-Oeste, aí eles aparecem”, reclama.

Bengtson aponta o cerrado como a última grande fronteira agrícola do Brasil e afirma que o país só tem a se beneficiar respeitando o Código Florestal e promovendo, ao mesmo tempo, o cultivo nas áreas permitidas do cerrado.

Reportagem – Claudia Brasil, com a colaboração de Regina Mesquita e informações do Câmara Notícias
Foto - Jotaric

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