Estagnação na indústria da construção preocupa Jorge Côrte Real


       Jorge Côrte Real: "O setor da construção civil é o setor urbano que mais emprega mão-de-obra"


“A construção civil está praticamente paralisada”. A afirmação é do deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE), que está preocupado com a estagnação no setor.

Engenheiro civil de formação, o deputado reconhece que o País vem de uma recessão mas que está entrando em recuperação. No entanto, afirma, só “alguns segmentos despontam como promissores neste momento e a construção civil não está entre eles, lamenta Côrte Real.

Os números divulgados pelo IBGE mostram que em 2016 foram fechadas quatro mil empresas na indústria da construção e foram eliminados 428.603 postos de trabalho. Já em 2017, o PIB do setor encolheu 6%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

O deputado lembra que “o setor da construção civil é o setor urbano que mais emprega mão-de-obra e que não está se desenvolvendo a contento”. Ele fala que a crise nas contas públicas também impacta a indústria da construção e que “pela própria falta de investimento dos governos, tanto federal como estadual e municipal, quase não há obras públicas”.

Outra área da economia fortemente afetada pela crise é a indústria imobiliária. Jorge Côrte Real diz que “o setor imobiliário também padece de financiamentos com taxas de juros mais atrativas para a população. Há uma tendência restritiva de concessão de créditos pelas financeiras e pelos bancos financiadores”. E sem venda de imóveis, a indústria da construção fica estagnada.

Para o deputado, é preciso criar condições favoráveis para que a indústria da construção civil, “tão importante para a população brasileira e para a economia nacional venha a se desenvolver”.

Outra preocupação do parlamentar é a qualificação da mão-de-obra para a construção. Ele afirma que “o País está um pouco atrasado” mas que tem investido no aprimoramento desses trabalhadores. E enfatiza a importância do trabalho desenvolvido pelo Sesi e pelo Senai.

Nesse aspecto, Côrte Real diz que o caminho é claro: ter investimento para recuperar o tempo perdido e colocar a indústria da construção brasileira em condições de igualdade para competir no mercado internacional. 

Reportagem – Claudia Brasil, com a colaboração de Regina Mesquita
Foto - Jotaric

 

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