Governo não tem moral para impor reforma da Previdência sem amplo debate, diz Arnaldo


            Arnaldo: “Tenho certeza que o governo não tem número para aprovar essa reforma.”


O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) cobra um debate amplo com a sociedade antes de o governo tentar votar a reforma da Previdência no Congresso Nacional. Segundo o parlamentar, a proposta que está em análise na Câmara dos Deputados precisa de várias alterações para não prejudicar a população.
 
“O governo não tem moral nenhuma para impor qualquer modificação na Previdência goela abaixo, porque está envolvido nos escândalos da Petrobras, da Nuclebras, da Eletrobras, dos fundos de pensão, do BNDES, além de malas de dinheiro para cá e para lá, joias que não acabam mais. E qual a culpa do segurado e do servidor público nessa problemática toda?”, questiona.
 
Entre as modificações defendidas por Arnaldo na proposta de reforma da Previdência, estão uma regra de transição suave do antigo modelo para o novo; uma regra que permita a cumulatividade de pensão e aposentadoria; e que trate da aposentadoria rural de forma clara e definitiva.
 
Também defende o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para os idosos que não podem prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família; além das aposentadorias por invalidez e para pessoas com deficiência, que hoje têm uma legislação especial.
 
Votação
 
Na tarde da última quinta-feira (14), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que vai pautar a votação da reforma da Previdência no dia 19 de fevereiro. O governo disse que vai buscar os votos necessários até essa data. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que está estudando “modificações pontuais” na proposta.
 
“Tenho certeza que o governo não tem número para aprovar essa reforma, mas fica jogando com o mercado, que pressiona o governo porque quer alguma coisa. Mas, na verdade, tem muita coisa que precisa ser garantida na proposta”, diz Faria de Sá.
 
Arnaldo ainda questiona o uso do mecanismo de Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite que o Poder Executivo tire parte dos recursos destinados à Previdência Social e realoque o dinheiro em outras áreas que julgar necessário.
 
“O brasileiro precisa é de um pouco mais de tranquilidade para ter a projeção do seu futuro. Lembro que é bom o governo tomar cuidado, porque praga de aposentado pega”, finaliza.
 
Reportagem – Celimar de Meneses, sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric

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