Com 6 mil professores sem ensino fundamental, Alex defende ensino a distância


       Canziani: “Acredito que a educação a distância seja a maneira de socializar a educação.”


Atualmente, 2 milhões de professores ensinam na rede pública. Desses, cerca de 6 mil não possuem ensino fundamental e 488 mil apenas concluíram ensino médio; 1,7 milhão atuam em áreas diferentes da formação e, do total, 1,6 milhão possuem licenciatura, mas não necessariamente na mesma área de atuação. As informações são da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
 
Na opinião do presidente da Frente Parlamentar da Educação do Congresso Nacional, deputado Alex Canziani (PTB-PR), a Universidade Aberta do Brasil (UAB), do Ministério da Educação, é um dos caminhos que pode ser trilhado na formação e capacitação desses profissionais.
 
“Sou um adepto da educação a distância, pois acredito que seja a maneira de socializar cada vez mais a educação e levá-la para cantos do País onde não há universidades. Além disso, o mais importante, sem dúvida, é a questão da formação de professores”, disse.
 
O UAB tem o objetivo de ampliar e interiorizar a oferta de cursos superiores, por meio da educação a distância. A prioridade é oferecer formação inicial a professores em efetivo exercício na educação básica pública, porém ainda sem graduação, além de formação continuada àqueles já graduados.
 
“O Brasil tem uma carência muito grande de professores. Muitas vezes, falta a capacitação desses profissionais, e a Universidade Aberta no Brasil é um caminho muito importante. Acompanhei o programa desde o início, há cerca de 10 anos, e acredito que ele é exitoso. Temos que estimulá-lo e aperfeiçoá-lo, a fim de que continue avançando cada vez mais”, concluiu Canziani.
 
Reportagem – Celimar de Meneses, sob a supervisão de Renata Tôrres
Foto – Jotaric 

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