FAB precisa de mais verbas para novas tecnologias de defesa, diz Pedro Fernandes


       Pedro Fernandes: “Brasil precisa se sofisticar para defender equipamento que está no espaço.”


O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) defendeu, em reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, maior aporte de verbas para a Força Aérea Brasileira (FAB), para a manutenção de tecnologias que envolvem o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Ao citar o novo satélite geoestacionário brasileiro, lançado ao espaço em maio deste ano, o parlamentar ressaltou que a FAB realiza uma tarefa bastante complexa e delicada, além de ser estratégica para a soberania nacional, de modo que necessita de recursos.

O satélite será utilizado para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no País, especialmente nas áreas remotas.

“O setor de defesa está cada vez mais sofisticado. O País, que vai ficar dependente de toda essa comunicação, também vai precisar se sofisticar para defender o equipamento que está lá no ar, porque se vier alguém bombardear esse satélite, acabou todo o investimento já feito”, alerta Pedro Fernandes.

O parlamentar diz, ainda, que vai atuar junto à Comissão de Orçamento, da qual é membro, para disponibilizar recursos para a Força Aérea.

Salvaguarda

Pedro Fernandes também afirma ser favorável a um acordo de salvaguarda com os Estados Unidos como forma de obter mais recursos para a FAB. Num acordo dessa natureza, os EUA pagariam para utilizar a Base de Alcântara, que tem vantagens em relação a outras bases espaciais devido à sua localização.

No passado, a proposta foi rejeitada na mesma comissão sob o argumento da perda de soberania do Brasil. Fernandes acredita que esta posição é equivocada.

“Não conheço ninguém que defenda mais o Brasil que os militares. Eles nunca aceitariam um acordo de salvaguarda que não garantisse a soberania do Brasil”, avalia Fernandes.

Argentina

Durante a audiência, o comandante da FAB, tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, argumentou que a Argentina investe 12 vezes mais que o Brasil em projetos espaciais. Ainda afirmou que o lançamento do primeiro satélite brasileiro no início do mês não esgota as necessidades do País.

Segundo o comandante, existem planos para o lançamento de outro satélite semelhante e de microssatélites para comunicações e geração de imagens.
 
Reportagem – Celimar de Meneses, com informações do Câmara Notícias e sob supervisão de Renata Tôrres
Foto – Gilmar Felix / Câmara dos Deputados

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