Faria de Sá e Canziani destacam importância do movimento Todos pela Educação


        Alex Canziani (E), Arnaldo Faria de Sá (C) e Mendonça Filho (D) durante a sessão solene.


Em sessão solene realizada nesta quarta-feira (20) no Plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares elogiaram o empenho do movimento Todos pela Educação na implementação do Plano Nacional da Educação.

A solenidade foi proposta pelos deputados Alex Canziani (PTB-PR), Arnaldo Faria De Sá (PTB-SP), Bacelar (PTN-BA) e Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) para comemorar os 10 anos de criação do Todos pela Educação – movimento criado em 2006 para aumentar a participação da sociedade e garantir o direito de crianças e jovens a uma educação básica de qualidade.

Faria de Sá destacou que o Todos pela Educação vem se notabilizado por acompanhar a implementação do PNE por meio de uma plataforma online, o Observatório do PNE, que traz estudos e análise sobre o plano.

Canziani, que preside a Frente Parlamentar Mista da Educação, destacou o importante papel de organizações da sociedade civil, como o Todos pela Educação, como instrumentos para garantir a todos o devido preparo para a cidadania e para a vida por meio da educação.

“Não há dúvida de que o avanço necessário se torna mais célere quando se estabelece parceria entre a sociedade civil e o poder público, que detém meios, vontade política e perseverança para implantar as políticas educacionais. Destaco como grande exemplo o movimento Todos pela Educação, cujo 10º aniversario se comemora nesta sessão solene”, disse Alex Canziani.

Por sua vez, Faria de Sá alertou que não se coloca a educação como projeto central sem os investimentos necessários.

“Temos que cuidar hoje da formação da futura geração economicamente ativa, com educação de qualidade e tendo como guia o Plano Nacional de Educação [PNE]”, disse.

Para a presidente-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, é preciso garantir que os investimentos cheguem ao aluno na sala de aula. Ela assinalou que um dos maiores erros históricos do Brasil foi ainda não ter colocado a educação como pilar central do projeto de desenvolvimento.

“O que precisamos é mudar o destino do Brasil, para que a gente tenha menos violência, menos desigualdade, menos crises sucessivas, mais saúde e mais produtividade. Só com educação se vai construir esse Brasil que todos querem”, disse ela.

Avanços

Presente à solenidade, o ministro da Educação, Mendonça Filho, comentou alguns avanços no setor, como a ampliação do acesso à educação no nível fundamental, mas reconheceu que ainda há inúmeras deficiências que comprometem o futuro dos jovens brasileiros, sobretudo os de escolas públicas.

“Essa missão tem que ser dividida entre todos. O próprio nome Todos pela Educação traduz um chamamento à sociedade brasileira. Temos que fazer com que a prioridade para educação não se dê apenas a partir da visão do governo, a população como um todo tem responsabilidade”, declarou o ministro.

O ministro referiu-se especificamente aos últimos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), os quais mostram, por exemplo, que o ensino de matemática no ensino médio obteve o pior resultado desde 2005.

Mendonça Filho, porém, não quis adiantar detalhes da medida provisória que deve ser enviada nesta quinta-feira (22) ao Congresso com mudanças no ensino médio.

Por meio de discurso lido em Plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também se mostrou preocupado com os números do Ideb, mas destacou o papel de entidades da sociedade civil.
“É fundamental podermos contar com movimentos como o Todos Pela Educação para que o Estado cumpra com mais eficiência o seu papel”, disse.

Por sua vez, o deputado Bacelar ressaltou o caráter apartidário do Todos pela Educação e capacidade técnica e de execução do movimento.

O parlamentar também cobrou a responsabilidade de cada um pelo fracasso em alguns aspectos do sistema educacional brasileiro e disse que espera não precisar procurar culpados em 2022, prazo final para o cumprimento das metas do PNE.

Educação pode mudar vidas

Com um testemunho, a estudante Tábata Amaral mostrou que a educação pode mudar vidas. Filha de dona de casa, a jovem da periferia de São Paulo concluiu ensino médio com bolsa de estudos e acabou aceita para estudar astrofísica e ciências sociais em Harvard e em outras cinco universidades americanas.

“Nosso País é muito injusto e desigual e o que alimenta isso é o nosso sistema educacional. Mas a única solução é a educação. É só olhar para o meu exemplo”, disse Tábata, que futuramente quer entrar para a política.

Ela ainda contou que seu irmão, que estudou a vida toda em escola pública, não conseguiu ir para uma faculdade, porque não tinha nem aula de química.

“Tive que convencê-lo a fazer um cursinho para ele tentar uma faculdade. Ele queria parar de estudar para trabalhar”, contou.
 
(Com informações do Câmara Notícias)
Foto – Alex Ferreira / Câmara dos Deputados

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