Benito: brasileiros se retiram de reunião em protesto contra presidente do Parlasul

Escrito 25/04/2016, 16:14
Por Renata
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   Benito Gama: "O Presidente do Parlasul não pode chamar o impeachment de golpe parlamentar.”


Em protesto contra o presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul), o argentino Jorge Taiana, o deputado Benito Gama (PTB-BA) e 16 dos 20 deputados e senadores da Representação Brasileira no Parlasul retiraram-se da solenidade realizada pelo Legislativo do bloco econômico em comemoração aos 25 anos do Mercosul, na manhã desta segunda-feira (25).

Ao chegarem ao auditório onde aconteceria a solenidade, em Montevidéu, no Uruguai, parlamentares brasileiros descobriram que os lugares reservados à delegação estavam localizados na última fileira, atrás de funcionários de segundo e terceiro escalão da chancelaria.

No domingo, o presidente do Parlasul, alinhado com a ex-presidente Cristina Kirchner, publicou no site oficial do parlamento uma nota em que condena o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Para Taiana, o julgamento político é uma “situação escandalosa”: “Isto é um golpe parlamentar, é uma utilização forçada da lei de impeachment”, diz a nota, acrescentando que setores conservadores, de direita, do mundo financeiro e da mídia teriam como objetivo central impedir que Lula voltasse à presidência do Brasil em 2018.

Benito Gama criticou a postura do argentino: "O Mercosul não pode entrar em assuntos internos do Brasil chamando o impeachment de ‘golpe parlamentar’. Inaceitável."

Segundo o parlamentar petebista, os três brasileiros que permaneceram na solenidade foram os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ) e Ságuas Moraes (PT-MT).

"Até mesmo a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que manifestou-se contrária ao impeachment, foi solidária com a delegação saindo da reunião", contou Benito Gama.
 
(Com informações da Assessoria de Imprensa do deputado Benito Gama e de O Globo)
Foto – Jotaric

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